Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Inspiração

Cada verso que sangra, denso,
A minha alma translúcida
Tinge o tempo da escrita
Com as marcas da existência.

Cada palavra que surge, tensa,
Do meu pensamento volátil
Tange a corda da vida
Com harmonia impensada.

Cada poema que brota, súbito,
Das emoções em destempero
Torce com força e esmero
A minha mente absorta.

Tudo que traduzo em palavras,
Que em símbolos codifico,
Transborda a nebulosidade
Do que experimento e sinto.

Shirley Carreira

domingo, 12 de julho de 2009

A matéria do poema




















A matéria do poema:
palavra e pensamento,
memória e sentimento,
lacuna e preenchimento
dos espaços da alma.
Meandros do verso
que se quer inteiro,
embora feito de partes,
metades: o eu que sou
e o eu que nunca fui.
O poema se condensa
no desafio do verbo,
que traduz o não dito,
construindo sentidos.
A matéria do poema:
pensamento e palavra,
bloco de granito,
que minha mão lavra.


Shirley Carreira